O MST E A PRODUÇÃO DA CONTRA-HEGEMONIA TERRITORIAL PELA EDUCAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.22409/tn.24i53.71207Resumo
O artigo analisa a proposta de territorialização do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no sudeste do Pará, tomando a educação como instrumento de contra-hegemonia. A pesquisa investiga como o movimento disputa o território em uma região de conflitos com o agronegócio e a mineração, utilizando revisão bibliográfica, análise documental e trabalho de campo em assentamentos locais. Os resultados indicam que a educação do MST se fundamenta na filosofia da práxis de Gramsci para promover a transformação social. Conclui-se que a “ocupação” de espaços educacionais e a luta por políticas públicas de educação do campo são estratégias centrais para a construção da organicidade do movimento, assegurando a permanência das famílias no campo e consolidando um projeto territorial contra-hegemônico.
Palavras-chave: MST; Educação do Campo; Contra-hegemonia; Território; Sudeste Paraense.
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