“NUESTRA AMÉRICA”: O LEGADO PRECIOSO DE JOSÉ MARTÍ
DOI :
https://doi.org/10.22409/tn.v21i46.59510Résumé
Após anos de residência na maior das Antilhas, escrevi certa vez que a maioria das pessoas que visitam Cuba pela primeira vez chega à pérola do Caribe sem ter a dimensão de quão idiossincrática é a pátria de José Martí. O arquipélago exibe identidade própria, forjada em mais de dois séculos de luta pela emancipação nacional, seja contra a metrópole europeia, seja contra o insaciável Império do Norte. De fato, conforme nos adverte o historiador cubano Eduardo Torres-Cuevas, sua história de resistência contra o poderoso vizinho ianque remonta ao final do século XVIII – ou seja, é anterior até mesmo às manifestações de desmedido chauvinismo assumidas por Thomas Jefferson, um dos “pais fundadores” dos Estados Unidos, na primeira década do século XIX, e ao belicoso preceito expresso por John Quincy Adams, secretário de Estado do Presidente Monroe, em 1823, segundo o qual, por sua posição geográfica, as ilhas caribenhas seriam “apêndices naturais” do território estadunidense
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