Ensino Médio e Filosofia. R eflexões sobre a Filosofia da Práxis de Antonio Gramsci.

Barbara WHITE

Resumo


O final do século XX foi um período de mudanças significativas para a educação brasileira. Se a década de 1980 foi marcada pelo sentimento de redemocratização do país e pela introdução de correntes de pensamento socialista no debate sobre educação, a década de 1990 foi marcada pelo ideal de exercício da cidadania através da implementação das políticas neoliberais em diversos setores. Nesse cenário, a Filosofia é reintroduzida no Ensino Médio através da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) – Lei n. 9.394 de 1996 – (BRASIL, 1996), tendo como finalidade garantir ao educando o domínio dos conhecimentos necessários ao exercício da cidadania.
A reintrodução da Filosofia no Ensino Médio, além das próprias questões acerca da Educação e, por conseguinte, do Ensino Médio, fez emergir questões sobre a própria filosofia. Em torno da filosofia, por exemplo, destacam-se as questões sobre a finalidade do ensino de filosofia, perspectivas filosóficas difundidas, metodologia de ensino, formação dos professores que ministram aulas de filosofia, a relação estabelecida entre os jovens do Ensino Médio com a filosofia, a utilidade prática da filosofia, entre outras.
Diversos aspectos perpassam a relação filosofia e educação. Sabendo que não daria conta de desenvolver aqui todas as questões acerca do tema, o objetivo principal do artigo é, a partir da metodologia de ensino de filosofia indicada por Antonio Gramsci, trazer para o debate a filosofia da práxis como perspectiva filosófica para o Ensino Médio.


Palavras-chave


Educação; Filosofia; História; Ciências Sociais; Educação Popular

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