Edições anteriores

  • Edição comemorativa dos 45 anos do Departamento de Educação Física da UFF
    v. 1 n. 01 (2020)

    O Instituto de Educação Física (IEF) da Universidade Federal Fluminense (UFF) completa 45 anos de existência em 2020, um ano em que a pandemia causada pelo novo coronavírus mudou, completamente, a rotina institucional que estávamos habituados/as, expondo o quanto nossa organização social protege com extrema desigualdade as pessoas. Ao mesmo tempo, como é marca da trajetória de constituição do IEF-UFF, coletivamente continuamos questionando a obviedade dessa situação, acentuamos a defesa da vida (de todos e todas) e assumimos temporariamente o trabalho remoto como forma de manutenção de vínculos e da existência da Universidade pública em benefício da população em geral.

    Nesse contexto lançamos a Revista Fluminense de Educação Física, em formato on line, com objetivo de contribuir para a divulgação e popularização da produção científica na área de Educação Física. Com periodicidade semestral na publicação e de livre acesso – marca de uma Universidade Pública Federal –, este periódico pretende dialogar com os pesquisadores e pesquisadoras da área. 

    A equipe editorial é desdobramento de uma comissão que vem congregando esforços, unindo elementos para a criação de um strictu sensu no IEF-UFF e não chega sozinha nesse momento de lançamento do primeiro número. Através de seminários internos, semestralmente realizados, dialogamos com o conjunto da comunidade acadêmica do nosso Instituto. O conselho editorial, ainda em formação, é composto por docentes de diferentes instituições no Brasil, assim como por uma Professora de Universidade na Argentina.

    Desde o início pensávamos os dois primeiros números com um tom comemorativo, dando visibilidade a uma composição institucional que considera a vinculação histórica do que realiza, assim como a responsabilidade social com as interações e expansão das ações acadêmica efetivadas. E a pandemia não nos fez perder esse caráter, pois consideramos o trabalho como criação da vida, ferramenta de intervenção social e o serviço público como atuação profissional em benefício e bem estar de todos/as e de qualquer um. 

    Com essas características, com a alegria que marca a potência da vida e, com a convicção de que só a resistência barra o conservadorismo, esse número conta com artigo da Professora Celi Nelza Zulke Taffarel, o qual traz um panorama da formação profissional; apresenta entrevista realizada pela Professora Martha Lenora Queiroz Copolillo com a Professora Aída Menezes dos Santos; compartilha histórico que os Professores Waldyr Lins de Castro e Nelson Teixeira de Carvalho escrevem sobre a Revista Perspectivas em Educação Física Escolar; disponibiliza a resenha escrita pelo Professor Leonardo Mattos da Motta Silva, pela qual apresenta obra que coloca a Licenciatura em Educação Física da UFF em foco; destaca os resumos das respectivas dissertações de metrado de Rosana Pena de Sá, formada pela Licenciatura em Educação Física e André dos Santos Souza Cavalcanti, Especialista em Educação Física Escolar, egressos dos cursos sob a responsabilidade do IEF-UFF e que continuaram sua formação; divulga a dinâmica da extensão realizada no IEF-UFF através do texto dos Professores Aurélio Pitanga Vianna e Paulo Antonio Cresciulo de Almeida e; oferece um panorama da pesquisa no IEF-UFF pelo texto da Professora Rosa Malena de Araújo Carvalho. 

    Celebramos, portanto, expondo algumas narrativas de parte de nossa trajetória institucional e, ao fazê-lo compartilhamos o realizado e o colocamos em forma de avaliação.

    Convidamos à leitura e ao diálogo, assim como a publicarem conosco.  

     

    Dezembro de 2020

    Equipe Editorial

     

    Créditos da capa:

    * Arte:  Micheli Ghiggi; Renata H. Ghiggi Eidelwein (Relações Públicas).
    Foto de fundo: acervo de Rosa Malena Carvalho (aula em outubro de 2011, pela disciplina "jogo, brinquedo e brincadeira" - graduação em educação física da UFF)

  • Edição Especial
    v. 1 n. 1 (2021)

    Editorial

    A expansão desenfreada da Covid-19 invadiu a vida do planeta e de todos nós, desde o início de 2020 até o momento presente. Trata-se de um fenômeno que nos impele à busca do seu movimento histórico e daquilo que vem alimentando suas contradições mais profundas. Nesse sentido, faz-se necessário apreendê-lo não como um fato novo, como um elemento inédito diante da dinâmica capitalista. Ao contrário, sem perder de vista suas especificidades, a pandemia do novo Coronavírus é produto de uma ação destrutiva e recorrente no funcionamento do capitalismo. Isso se expressa, por exemplo, ao observarmos o avanço do neoliberalismo com seus ataques sistemáticos ao meio ambiente, em nível planetário; suas ações deliberadamente predatórias sobre os serviços públicos essências, a exemplo das ameaças contidas nas políticas públicas de educação, saúde, segurança, habitação, transporte etc. Note-se aqui o esgarçamento promovido às condições de sobrevivência dos trabalhadores e às suas conquistas históricas, alcançadas na luta coletiva em defesa do trabalho, da moradia, enfim, em defesa da própria vida! O resultado dessas ameaças quando confrontadas com o conjunto de conquistas das trabalhadoras e trabalhadores espalhados ao redor mundo, mas, em especial, no Brasil, indica ser o caminho mais curto para o avanço do vírus em escala geométrica. À conjuntura brasileira, soma-se, ainda, a ascensão do governo do presidente do Brasil em exercício nesse ano de 2021: uma combinação nociva à vida da classe trabalhadora. Tal evidência se impõe à medida em que a morte pela Covid-19 se revela como uma política que associa a seu caráter mortífero, práticas de setores do mercado voltadas prioritariamente para a extorsão e a rapina. Deste modo, a pandemia se amplia em território nacional seja pela naturalização da contaminação, seja pela opção feita pelo atual governo por ações de boicote à vacinação. Nesse contexto, pensar a educação física escolar nos remete a pensá-la integrada a essa conjuntura. 

    Considerando essa conjuntura, o XV Encontro Fluminense de Educação Física Escolar (XV EnFEFE) pautou a discussão relacionada à Escola, Educação Física e os impactos do avanço conservador. Nessa Edição Especial, a Revista Fluminense de Educação Física encerra as edições comemorativas e traz as comunicações orais e a mesa de encerramento da segunda etapa do XV EnFEFE. Em uma primeira sessão de comunicações,  Pollyana Mergulhão Barreto, Victoria Oliveira Modesto, Karen Cristina Rezende apresentaram O (des)avanço neoliberal da BNCC e a educação física - uma educação para o mercado de trabalho; Michele Pereira de Souza da Fonseca, Samara Oliveira Silva, Mariana Peres trouxeram as Produções científicas sobre altas habilidades/superdotação no campo da educação física; Carlo Giovani de Jesus Bruno argumentou Entre o retrocesso da esportivização e a busca pela educação integral. Uma análise/relato do projeto GEO e; Silvia Cristina Nogueira nos mostrou Um olhar sobre as dinâmicas na escola da ponte: práticas pedagógicas no currículo em geral e em específico na educação física.

    Já a segunda sessão de comunicações, Luna Aparecida Gonçalves Dos Reis, Solange Rodovalho Lima, Francisco Felipe Pacheco da Silva trouxe o Atletismo como possibilidade de ensino na educação infantil; Osvaldo Oliveira expôs a Educação física escolar no Programa de Educação de Jovens e Adultos (PEJA) no Centro de Referência de Educação de Jovens e Adultos (CREJA) SME/RJ durante pandemia - desafios e possibilidades; Thayane Araujo Rodrigues e Ingrid Amorim Lourenço Corrêa deram visibilidade aos Corpos e juventudes: tessituras de si nas redes do cotidiano escolar; Glória Lontra Baptista explorou O ensino remoto emergencial e os desafios de uma professora de educação física que atua no ensino fundamental e; Nayara Ribeiro da Silva Melo com Bruna Vilhena Monteiro Silva mobilizaram a discussão com Infâncias em diálogo com danças urbanas: um relato de experiência no contexto pandêmico estiveram presentes.

    Da mesa de encerramento, intitulada “A organização coletiva como forma de resistência e resposta ao avanço conservador”, contamos com A organização coletiva como forma de resistência e resposta ao avanço conservador: o MNCR de Hajime Nozaki (UFJF/MNCR) e; Diretrizes curriculares nacionais de educação física: resistências necessárias e possíveis de Roberto Furtado (UFG/Comitê contra atuais DCNs).

    Esse coletivo de autores e autoras, sob diferentes perspectivas, indica o quanto as diversas ações de luta e resistência ganham espaço e se organizam em nível nacional. Ações que têm sido implementadas por entidades científicas, acadêmicas, estudantis, entre outras, e se levantam contra o projeto dominante que avança com o propósito de forjar um novo perfil docente, moldado pelo ideário liberal de profissionalização do professor sob as exigências do mercado. 

    Nos unindo aos autores e autoras, a Revista Fluminense de Educação Física, atenta às transformações movidas tanto por ações de retrocesso, quanto por ações de avanço, se posiciona no do campo da luta e da resistência. É nesse espírito que lança o presente número neste momento tão desafiador como o que nos encontramos.

    Boa leitura!

    Créditos da capa:

    * Arte:  Micheli Ghiggi. Foto: acervo de Ayla Jalil, graduanda em educação física na UFF.

     

  • Novas DCNs da Educação Física: perspectivas de unidade da formação ou avanço da fragmentação?
    v. 2 n. 2 (2021)

    Editorial

    Objetivar o estudo das Diretrizes Curriculares para a formação em Educação Física/DCNs no Brasil pressupõe considerar o contexto social em que essa formação se insere. A partir desse contexto social - e produto dele -, podemos constatar, no percurso histórico das formulações curriculares para a Educação Física, a expressão da disputa entre os interesses distintos e irreconciliáveis das classes sociais. Esses interesses se materializam na particularidade das Diretrizes, basicamente, na polarização da disputa entre os que defendem uma formação ampliada, e que ofereça, de forma generalista, à formação dos professores os conhecimentos referentes ao corpo, produzidos e acumulados pela humanidade socio historicamente, e, no outro polo, os defensores de uma formação fragmentada em duas, a licenciatura e o bacharelado, demandada pelo mercado do trabalho, e a partir da qual são emanados os rearranjos dos conhecimentos referentes ao corpo, delimitando à uma ou a outra área determinados conhecimentos.

    A disputa entorno de distintos interesses sociais na formação de professores e professoras de Educação Física perpassa toda a história da formação nessa área, desde as primeiras escolas, militares – as quais delegaram à Educação Física a função de formadora de indivíduos fortes, saudáveis, educados sob os princípios e moral da ordem social hegemônica -, passando por longas décadas de ensino sob os pressupostos técnicos e instrumentais, com raízes na biologia, no positivismo, contribuindo, assim, com a manutenção do status quo.

    A primeira polarização entre a formação ampliada e fragmentada se deu em 1987, por meio do Parecer nº 215 e da Resolução 03, do Conselho Federal de Educação, que estabeleceu a formação em licenciatura e bacharelado. Apesar da fragmentação estabelecida poucos foram os cursos de bacharelado criados e a maioria das instituições construiu seus currículos sob a licenciatura plena, de aporte formativo generalista, habilitando docentes a exercerem sua profissão nos diversos espaços sociais de ensino da cultura corporal. Mas, sempre que trazido à baila mudanças no projeto de formação de professores de Educação Física, esses polos são adensados e compostos pela participação de outros colegas, professores e estudantes.

    Vale destacar que, em 1998, adentrou a esse campo de disputa, partícipe da equipe fragmentária, e sob auspícios mercadológicos, o Conselho Federal de Educação Física, que, junto ao Ministério dos Esportes, CONDISEF, representantes do Ministério de Educação e outros, após uma série de audiências públicas para discussão e deliberação do temário, sob a justificativa do “consenso possível”, aprovaram a Resolução 07/2004, reforçando a fragmentação entre licenciatura e bacharelado, e que, na prática impossibilitou a formação plena, em curso.

    Em 2015 foram retomadas as discussões, a partir dos fundamentos da necessidade de formação ampliada, com indicativo de abertura de audiências para o debate entorno do tema; processo estancado e paralisado, em especial em decorrência do agravamento da crise do capital  e das políticas de tentativa de conciliação de classes terem deixado de ser interessantes à recuperação das taxas de lucros e, portanto, o desferimento do golpe em 2016. E, e em seguida, a adesão à onda conservadora mundial, com o governo federal em curso na época encaminhando modificações na educação – adequando-a, milimetricamente, às necessidades do capital. Na particularidade das Diretrizes para a formação em Educação Física essas alterações se expressaram na forma surpreendente de anúncio do Parecer 548/2018, na não abertura para discussões no conjunto dos docentes e estudantes, apenas com o CONFEF, e aprovação aligeirada da Resolução 06/2018, que reforça a fragmentação e dispõe sobre uma compreensão de formação para o mercado.

    Ainda que impossibilitados de participar do processo, diversas ações de lutas e resistências ganham espaço e se organizam em nível nacional. Ações que têm sido implementadas por entidades sindicais, científicas, acadêmicas, estudantis, entre outras, e se levantam contra o projeto dominante que avança com o propósito de forjar um novo perfil docente, moldado pelo ideário liberal de profissionalização do professor sob as exigências do mercado.

    Considerando a responsabilidade das Universidades em contribuir com essa discussão, com esse breve histórico, a Revista Fluminense de Educação Física justifica porque acolheu para essa Edição manuscritos que objetivaram o tema das Diretrizes. Assim, os leitores e leitoras encontrarão alguns artigos, resumo de dissertação e entrevista que, por meio de diferentes recortes e matrizes teórico-metodológicas, contendo variadas formas de apreensão desse objeto da realidade social, revelam esforços de pesquisadores/as em auxiliarem a comunidade acadêmica na compreensão do hoje a partir de um processo e, com isso, problematizar o futuro das Diretrizes Curriculares para a formação em Educação Física.

    Boa leitura!

     

     

    Créditos da capa:

    * Arte:  Micheli Ghiggi

    * Fotos: 

    Foto 1 - Audiência Pública CNE 08 de outubro de 2019.

    Fonte: "Todos Pela Educação"- disponível em: https://www.todospelaeducacao.org.br/_uploads/_posts/377.png

    Foto 2 - Carta com reivindicações do comitê nacional contra as DCNs da Educação Física ao CNE.

    Fonte: Arquivo de fotografias da Secretaria Nacional do Comitê Nacional Contra as Atuais DCNs para a EF.


    Foto 3 - Ocupação do CNE pelo MEEF em 2004.

    Fonte: Arquivo do Movimento Estudantil da Educação Física.

  • A saúde no contexto de (pós) pandemia: impactos na Educação Física
    v. 3 n. 1 (2022)

    Tema: “A saúde no contexto de (pós) pandemia: impactos na Educação Física

    Na conjuntura atual, produto do acirramento da crise econômica e do avanço conservador mundiais, presenciamos inúmeros ataques à saúde e à ciência. Contraditoriamente, ambos setores relevaram vital importância na luta contra a pandemia.

    O Brasil, inserido nessa conjuntura, hegemonicamente tem reproduzido esses ataques, seja com os cortes de investimentos em saúde, e em outros setores das políticas públicas, que afetam diretamente as demais determinantes sociais da saúde, seja pela reverberação da onda reacionária, que dentre tantos lastros, apregoa a negação da ciência, e em particular, da ciência a serviço da saúde e da preservação da vida.

    A Educação Física, enquanto área do conhecimento que trata da cultura corporal, que compreende também os cuidados com o corpo, de forma generalista, e a saúde em sua particularidade, não ficou isenta nesse contexto pandêmico. Assim como as demais áreas do conhecimento, sofreu ataques, materializados em cortes de verbas para pesquisas, em curso, destaquem-se os referentes à COVID-19. E também foi objeto de afirmações, não científicas, sendo expoente as declarações governamentais que buscaram generalizar, sem fundamentos científicos, que indivíduos com ‘histórico de atleta’, como o do presidente, caso fossem infectados com o vírus, teriam apenas uma ‘gripezinha’.

    Mesmo com tantos ataques, a saúde e a ciência seguem em destaque, e os trabalhadores e trabalhadoras dessas áreas, incansáveis, dispuseram de toda sua força vital, e até mesmo de suas próprias vidas, para salvar outras vidas. No enfretamento do agravo das condições gerais da saúde coletiva, derivada da crise econômica mundial, e seus produtos, como cortes de verbas nos variados setores públicos, aumento de desemprego e de subemprego, a precarização do trabalho e das condições de vida, dentre outros, e na particularidade da descoberta da vacina para o COVID-19 e dos diversos tratamentos demandados por pacientes em recuperação.

    Enquanto professores e pesquisadores da Educação Física entendemos a necessidade de enfrentarmos e resistirmos aos ataques postos. Nesse sentido, entendemos que persistir no fazer científico, constituinte do tripé da universidade pública, é ato de resistência. Portanto, abrimos espaço, desde a Revista Fluminense de Educação Física, para o registro das pesquisas que têm sido produzidas sob o temário Educação Física e saúde.

    Assim, nesse dossiê, sob coordenação do Professor Dr. Alexandre Palma, a Revista Fluminense de Educação Física, acolheu manuscritos que se ocupam das discussões entre Educação Física e saúde, emergentes das variadas áreas do conhecimento, por meio de diferentes recortes e matrizes teórico-metodológicas, assim como as mais variadas formas de apreensão desse objeto da realidade social e considerando os esforços dos pesquisadores e pesquisadoras no sentido de apresentar sínteses cientificas que auxiliem a comunidade acadêmica e científica na compreensão dos entrelaçamentos entre Educação Física e saúde.

    Resistamos! Boa leitura!

    Equipe Editorial da Revista Fluminense de Educação Física

    Arte da Capa: Rosa Malena Carvalho

    Desenho na Capa (Ilustração): Alisson Affonso

  • Encontro Fluminense de Educação Física Escolar
    v. 2 n. 01 (2021)

    Editorial

    Nesta edição, a Revista Fluminense de Educação Física contempla o Encontro Fluminense de Educação Física Escolar – o EnFEFE – mais um evento acadêmico resultante do trabalho coletivo dos professores do Instituto de Educação Física da UFF. O EnFEFE surgiu em 1996 e tem sido organizado para dialogar com os professores e professoras que lecionam educação física na educação básica. Nosso interesse, portanto, é o de ser um fórum onde essa categoria profissional se sinta à vontade para debater, trazendo suas experiências, dúvidas e angústias. 

    E assim tem sido sua trajetória: promover encontros, fazer amigos, proporcionar discussões, construindo reflexões e conhecimento sobre a Educação Física na Escola. Ao longo de suas quatorze edições focalizou os Parâmetros Curriculares, o Planejamento, a Avaliação, a Cultura, o Lazer, a Formação em Educação Física, os Desafios, os Conteúdos da Educação Física Escolar as Orientações Curriculares, o Cotidiano dos Professores e outros temas relevantes para o debate político pedagógico da Educação Física na Escola. Desde então, tornou-se referência e ponto de encontro de pesquisadores, professores e acadêmicos de Educação Física do Estado do Rio de Janeiro e de outras regiões do país. Em 2020 e 2021, ocorrendo em dois momentos em função da pandemia causada pela Covid-19, realizamos a Edição número 15 do referido Encontro com o tema: Escola, Educação Física e os impactos do avanço conservador. A comunidade do Instituto de Educação Física tem orgulho desta história e, comemorando os seus 46 anos de existência, traz para este segundo número da Revista Fluminense a entrevista do Prof. Nelson Teixeira de Carvalho, um dos precursores do Encontro Fluminense de Educação Física Escolar e personagem fundamental para a longevidade do evento. Contemplamos ainda as contribuições de nossos convidados que apresentaram suas relevantes contribuições para a 1ª etapa do XV EnFEFE. Assim, o/a leitor/a terá acesso às reflexões da Profª Celi Nelza Zulke Taffarel, a qual realizou a conferência de abertura, abordando o tema central: “Escolarização e avanço conservador”. Maristela Silva e Souza, Gislei José Scapin e Gabriel Vielmo Gomes contribuem com o texto que fundamentou sua participação na Mesa “Educação Física Escolar e a Base Nacional Comum Curricular”, juntamente com o Professor Tiago Nicola Lavoura, cujo texto referência também se encontra nesta edição. Para o debate sobre a “Educação Física Escolar: pistas para um novo contexto”, o XV EnFEFE contou com a participação dos Professores José Carlos Vieira Jr, Nathália Barros e Leandro Martins Costa. Os artigos referências para as respectivas contribuições poderão ser acessados neste número. Concluindo as produções referentes ao XV EnFEFE, apresentamos o “Relato de Experiência da Avaliação das Mesas Centrais do XV EnFEFE”, elaborado pela comissão de Avaliação do evento constituída pelos Professores Elizandra Garcia da Silva, Gilbert Coutinho Costa e Vera Lúcia Pereira Diniz. Compõem ainda esta edição da Revista Fluminense de Educação Física o resumo da Tese de Doutorado  “Limites e Possibilidades da Formação Docente e a Educação Inclusiva: Experiências no Curso de Licenciatura em Educação Física na Universidade Federal Fluminense”, de Michelli Silva Sousa Agra Amorim - egressa da Especialização em Educação Física Escolar - e da Dissertação de Mestrado “Atuação Docente em Educação Física Escolar na Educação de Jovens e Adultos: um Convite a Ampliar as Ações de Promoção da Saúde”, de Júlio Cesar Gomes da Costa  - egresso da Licenciatura em Educação Física. 

    E, sendo 2021 o ano do centenário de nascimento de Paulo Freire, não poderíamos deixar de trazer uma menção ao patrono da educação brasileira. Acreditando que questionar o status quo auxilia a desmobilizar o avanço conservador, os leitores e leitoras encontrarão a resenha realizada pela Professora Cintia de Assis Ricardo da Silva, da obra “Por uma Pedagogia da Pergunta” (de Paulo Freire com Antonio Faundez).

    Convidamos à leitura e ao diálogo, assim como a publicarem conosco.

    Créditos da capa:

    * Arte:  Micheli Ghiggi. Foto de fundo: acervo de Neyse Muniz (fundo – Anais de EnFEFEs anteriores); foto em destaque: acervo de Rosa Malena Carvalho (foto no final do XV EnFEFE, em 2015).