Direito à cidade em terra de brincar
narrar começos, articular pedaços de chão
DOI:
https://doi.org/10.22409/pragmatizes.v15i29.69680Palavras-chave:
Processos de subjetivação, cidade, narrativa, infâncias, método da montagemResumo
O artigo parte de um encontro: aquele que se cria entre um chão de universidade feito, majoritariamente, por mulheres pesquisadoras do Grupo de Pesquisa em Desutilidades Urbanas (UFF-VR), que carregam a problemática das políticas urbanas como políticas de subjetivação desde uma visada interseccional, e o chão da ocupação Dom Waldyr Calheiros, sustentado pelos saberes e coragens de mulheres-líderes-mães junto aos sonhos e à força brincante de crianças artistas e arteiras, fazedoras de cultura. Um encontro que nasce junto à cotidianidade e urgência da luta por moradia e dignidade de vida na cidade. A partir de uma política de escrita narrativa por vozes diversas que ora se distinguem, ora se misturam, e orientada pela estética do fragmento na montagem benjaminiana como método, propomos fazer comparecer a densidade da produção de um mínimo comum como condição de possibilidade para uma psicologia que pensaCOM os territórios. O que se recolhe da produção deste percurso de pesquisa e extensão é a presença de uma convocação ético-político-epistemológica de partilha da margem e descentramento de lugares de produção do conhecimento.
Downloads
Referências
BAVCAR, Evgen. Le voyeur absolu. Paris: Seuil, 1992.
BELARMINO, Joana. O que percebemos quando não vemos. Fractal: Revista do Departamento de Psicologia da UFF, v. 21, n. 1, p. 179-184, 2009. Disponível em: https://periodicos.uff.br/fractal/article/view/4736. Acesso em: 09 jan. 2025.
DINIZ, Débora. O que é deficiência. São Paulo: Brasiliense, 2007.
GARLAND-THOMSON, Rosemarie. Integrating disability, transforming feminist theory. NWSA Journal, v. 14, n. 3, p. 1-32, 2002. Disponível em: https://www.jstor.org/stable/4316922. Acesso em: 10 mar. 2025.
GARLAND-THOMSON, Rosemarie. Feminist Disability Studies. Signs, v. 30, n. 2, p. 1557-1587, 2005. Disponível em: https://www.journals.uchicago.edu/doi/abs/10.1086/423352?journalCode=signs. Acesso em: 20 fev. 2025.
GAVÉRIO, Marco Antônio. Aberrações tropicais: representações da monstruosidade no teatro Latino-Americano. Áskesis, v. 9, n. 2, p. 188-192, 2020. Disponível em: https://www.revistaaskesis.ufscar.br/index.php/askesis/article/view/548. Acesso em: 15 jan. 2025.
GUERREIRO, Raquel. Cartografia, deficiência visual e arte: acompanhando o processo da acessibilidade no Centro Cultural do Banco do Brasil do Rio de Janeiro. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Instituto de Psicologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2016.
GUERREIRO, Raquel. Fazer um corpo todo de escuta: uma travessia existencial. Tese (Doutorado em Psicologia Social e Institucional) – Instituto de Psicologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2021.
HARAWAY, Donna. Saberes localizados: a questão da ciência para o feminismo e o privilégio da perspectiva parcial. Cadernos Pagu, v. 5, p. 7-41, 1995. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/1773. Acesso em: 09 jan. 2025.
JULIEN, François. Il n’y a pas d’identité culturelle. Paris: L’Herne, 2016.
KASTRUP, Virgínia. Cegueira e Invenção: cognição, arte, pesquisa e acessibilidade. Curitiba: Editora CRV, 2018.
KASTRUP, Virgínia; POZZANA, Laura. Histórias de cegueira. Curitiba: Editora CRV, 2016.
KASTRUP, Virgínia; VALENTE, Dannyelle. How to make the body speak? Visual disability, verbalism and embodied speech. Psicologia: Ciência e Profissão, v. 38, n. 3, p. 572-583, 2018. Disponível em: https://www.scielo.br/j/pcp/a/7LKk6ZZx4Q3MPHSzLGSq9JF/abstract/?lang=pt. Acesso em: 14 fev. 2025.
KLEEGE, Georgina. More than meets the eye. What blindness brings to art. Oxford: University Press, 2018.
LEWI-DUMONT, Nathalie. Langage. Voir [barré], 38-39, p. 174-183, 2011.
MARTINS, Bruno Sena. Pesquisa acadêmica e deficiência visual: resistências situadas, saberes partilhados. Revista Benjamin Constant, v. 19, p. 55-66, 2013. Disponível em: https://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/article/view/378. Acesso em: 09 fev. 2025.
MCRUER, Robert. Compulsory able-bodiedness and queer/disabled existence. In: HALL, Donald E. & JAGOSE, Annamarie (eds.), The Routledge Queer Studies Reader. Abingdon: Routledge. pp. 488-497, 2012.
MELLO, Anahi Guedes de. Deficiência, incapacidade e vulnerabilidade: do capacitismo ou a preeminência capacitista e biomédica do Comitê de Ética em Pesquisa da UFSC. Ciência & Saúde Coletiva, v. 21, n. 10, p. 3265-3276, 2016. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/J959p5hgv5TYZgWbKvspRtF/abstract/?lang=pt. Acesso em: 12 jan. 2025.
MORAES, Marcia; KASTRUP, Virgínia. Exercícios de ver e não ver: arte e pesquisa com pessoas com deficiência visual. Rio de Janeiro: Nau, 2010.
MORAES, Marcia; TSALLIS, Alexandra C. Contar histórias, povoar o mundo: a escrita acadêmica e o feminino na ciência. Rev. Polis Psique, v. 6, n. especial, 2016. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/PolisePsique/article/view/61380. Acesso em: 09 mar. 2025.
MORAES, Marcia. PesquisarCOM: permanências e reparações. In: SILVEIRA, Marília; MORAES, Marcia; QUADROS, Laura Cristina de Toledo (Orgs). PesquisarCOM: caminhos férteis para a pesquisa em psicologia. Rio de Janeiro: NAU Editora, pp. 21-42, 2022.
PASSOS, Eduardo; KASTRUP, Virgínia; ESCÓSSIA, Liliane. Pistas do método da cartografia: pesquisa-intervenção e produção de subjetividade. v. 1. Porto Alegre: Sulina, 2009.
PASSOS, Eduardo; KASTRUP, Virgínia; TEDESCO, Sílvia. Pistas do método da cartografia: a experiência da pesquisa e o plano comum. v. 2. Porto Alegre: Sulina, 2014.
RIBAS, Cristina. Feminismos bastardos, feminismos tardios. São Paulo, N-1 Edições, 2019. Série Pandemia.
RIBEIRO, Djamila. O que é lugar de fala? Belo Horizonte: Letramento, 2017. Feminismos plurais.
SILVEIRA, Marília; MORAES, Marcia; QUADROS, Laura Cristina de Toledo. PesquisarCOM: caminhos férteis para a pesquisa em psicologia. Rio de Janeiro: NAU Editora, 2022.
SIMPLICAN, Stacy Clifford. Feminist disability studies as methodology: life-writing and the abled/disabled binary. Feminist Review, v. 115, n. 1, p. 46-60, 2017. Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1057/s41305-017-0039-x. Acesso em: 12 fev. 2025.
VERINE, Bertrand. Dire le non-visuel. Approches pluridisciplinaires des discours sur les perceptions autres que la vue. Liège: Presses universitaires de Liège, 2014.
VERMERSCH, Pierre. L´entretien d´explicitation. Issy-les-Moulineaux: ESF, 2000.
VILLEY, Paul. Le Monde des Aveugles, essai de psychologie. Paris: Flammarion, 1914.
WEYGAND, Zina. Vivre sans voir. Les aveugles dans la société française, du Moyen Âge au siècle de Louis Braille. Paris: Créaphis, 2003.
Publicado
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License. Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de propriedade, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- A revista se reserva o direito de efetuar, nos originais, alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical.
- As provas finais não serão submetidas aos autores.
- As opiniçoes emitidas pelos autores são de sua exclusiva responsabilidade.
