Direito à cidade em terra de brincar

narrar começos, articular pedaços de chão

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22409/pragmatizes.v15i29.69680

Palavras-chave:

Processos de subjetivação, cidade, narrativa, infâncias, método da montagem

Resumo

O artigo parte de um encontro: aquele que se cria entre um chão de universidade feito, majoritariamente, por mulheres pesquisadoras do Grupo de Pesquisa em Desutilidades Urbanas (UFF-VR), que carregam a problemática das políticas urbanas como políticas de subjetivação desde uma visada interseccional, e o chão da ocupação Dom Waldyr Calheiros, sustentado pelos saberes e coragens de mulheres-líderes-mães junto aos sonhos e à força brincante de crianças artistas e arteiras, fazedoras de cultura. Um encontro que nasce junto à cotidianidade e urgência da luta por moradia e dignidade de vida na cidade. A partir de uma política de escrita narrativa por vozes diversas que ora se distinguem, ora se misturam, e orientada pela estética do fragmento na montagem benjaminiana como método, propomos fazer comparecer a densidade da produção de um mínimo comum como condição de possibilidade para uma psicologia que pensaCOM os territórios. O que se recolhe da produção deste percurso de pesquisa e extensão é a presença de uma convocação ético-político-epistemológica de partilha da margem e descentramento de lugares de produção do conhecimento.

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Biografia do Autor

  • Ana Cabral Rodrigues, Universidade Federal Fluminense

    Doutora em Planejamento Urbano e Regional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Docente dos cursos de Graduação em Psicologia, campus Volta Redonda, e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal Fluminense (UFF). 

  • Milena Pedrosa

    Psicóloga; equipe de pesquisa GPDU/UFF.

  • Eliana Gonçalves de Souza, Universidade Federal Fluminense

    Psicóloga. Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal Fluminense (UFF). 

  • Jordana Neves de Almeida Guimarãe, Universidade Federal Fluminense

    Discente do Curso de Graduação em Psicologia, campus Volta Redonda, da Universidade Federal Fluminense (UFF). 

  • Anna Clara Fernandes Silva, Universidade Federal Fluminense

    Discente do Curso de Graduação em Psicologia, campus Volta Redonda, da Universidade Federal Fluminense (UFF).

  • Monica Helena Rado Donnini, Universidade Federal Fluminense

    Discente do Curso de Graduação em Psicologia, campus Volta Redonda, da Universidade Federal Fluminense (UFF)

  • Flavia Siqueira Lemos Leandro

    Líder Comunitária da Ocupação Dom Waldyr Calheiros, estudante, equipe de pesquisa GPDU/UFF. 

  • Beatriz Regina Nunes

    Psicóloga. Agente cultural. Especialista em Gestão de Projetos Culturais pelo Centro de Estudos Latino-Americanos de Comunicação e Cultura (CELACC/USP). 

  • Adriana Aparecida de Souza

    Líder Comunitária da Ocupação Dom Waldyr Calheiros, equipe de pesquisa GPDU/UFF. 

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Publicado

2026-01-23

Edição

Seção

Dossiê 29: Narrar: gesto metodológico e indagação epistemológica

Como Citar

Direito à cidade em terra de brincar: narrar começos, articular pedaços de chão. (2026). PragMATIZES - Revista Latino-Americana De Estudos Em Cultura, 15(29), 136-155. https://doi.org/10.22409/pragmatizes.v15i29.69680