REGIMES POLÍTICOS NACIONAIS E A SEGURANÇA HUMANA EM ÁFRICA (1975-1990): RETÓRICA DA NECESSIDADE DOS “LEVIATÃES” INTERNOS, “SOCIALISMO” AFRICANO E A LEGETIMAÇÃO DAS PRÁTICAS AUTORRITÁRIAS E TOTALITÁRIAS (CASO DE GUINÉ-BISSAU)
DOI :
https://doi.org/10.22409/gemnpw80Résumé
Este artigo pretende-se mostrar, que houve toda uma retórica política e descursiva conducente à emancipação política em África, construção de uma narativa de progresso, desenvolvimento e segurança humana no período pós-colonial. Se por um lado, a desconolização foi vista com otimismo no sentido, que traria o be-estar aos seus cidadãos numa rutura com a prática do regime colonial, por outro, com excepção de alguns países a realidade tem sido contrária daquilo que se previa.
Após as independências, instalaram-se regimes políticos autorritários, por vezes totalitários, a par das dinãmicas políticas e governativas marcadas pela corrupção, subdesenvolvimento e luta pelo poder. Perante estas situações, a segurança humana de um modo geral, tem sido amplamente afetada, seja pelo exercicio da autorridade política de forma repressiva em relação aos cidadãos , défice ou ausência das instituições políticas e democráticas num quadro do poder político centralizado, ineficiente princípio de separação de poderes ou a governação deficiente, que não têm contribuído de forma satisfatória os indicadores do desenvolvimento como a saúde, alimentação, habitação e outros direitos sociais em geral.
Este quadro político apresenta caraterísticas diferenciados em função de períodos específicos. Neste sentido, este artigo conclui, que os períodos iniciais da independência até aos anos noventa do século passado o exercicio do poder político em África de um modo geral foi mais repressivo, que no período posterior, seja por uma questão de ideologia política associada mais para o lado do marxismo, socialismo africano ou pelo fato de um número significativos destes territórios teriam acabado de conquistar as independências pelas vias da luta armada o que não constribuiu tão fácilmente à liberalização do poder político. É exatamente neste período, que analisamos o caso de Guiné-Bissau em que o poder político foi bastante centralizado com repercussões negativas na segurança humana.
Problematizamos com base na metodologia qualitativa, inferência teórica, histórica, algumas partes a metodologia comparativa.
Palavras-chaves : África; Independência, regime Político, segurança humana, Guiné-Bissau
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(c) Copyright Adilson de Jesus Cabral Tavares 2026

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