QUANTO VALE UMA CERVEJA? TRABALHO E VALOR NA MÚSICA AO VIVO NO RIO DE JANEIRO DOS ANOS 1970
DOI:
https://doi.org/10.22409/tn.24i54.70781Resumo
O artigo analisa o valor do trabalho musical no Rio de Janeiro nos anos 1970, tomando o preço da cerveja como medida comparativa do poder de compra. Com base em 67 contratos de música ao vivo firmados em 1971 no Sindicato dos Músicos do Estado do Rio de Janeiro e em dados atuais de remuneração, coteja as condições de trabalho dos dois períodos. À luz de E. P. Thompson, Ricardo Antunes e Márcio Pochmann, argumenta que a precariedade é estrutural ao trabalho musical, mas se reconfigura historicamente, com rarefação das mediações institucionais e intensificação da extração de mais-valor.
Palavras-chave: trabalho musical; poder de compra; precarização; mais-valor.
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