QUANTO VALE UMA CERVEJA? TRABALHO E VALOR NA MÚSICA AO VIVO NO RIO DE JANEIRO DOS ANOS 1970

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DOI:

https://doi.org/10.22409/tn.24i54.70781

Resumo

O artigo analisa o valor do trabalho musical no Rio de Janeiro nos anos 1970, tomando o preço da cerveja como medida comparativa do poder de compra. Com base em 67 contratos de música ao vivo firmados em 1971 no Sindicato dos Músicos do Estado do Rio de Janeiro e em dados atuais de remuneração, coteja as condições de trabalho dos dois períodos. À luz de E. P. Thompson, Ricardo Antunes e Márcio Pochmann, argumenta que a precariedade é estrutural ao trabalho musical, mas se reconfigura historicamente, com rarefação das mediações institucionais e intensificação da extração de mais-valor.

Palavras-chave: trabalho musical; poder de compra; precarização; mais-valor.

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Biografia do Autor

  • Luciana Requião, Universidade Federal Fluminense

    É Doutora em Educação pela Universidade Federal Fluminense, onde também desenvolveu pesquisa de pós-doutorado (2009), Mestre em Música e Graduada no curso de Licenciatura em Educação Artística pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Música e de Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: formação no trabalho e para o trabalho no campo da música, processos e relações de trabalho do músico; processos de ensino e aprendizagem musical do Músico-Professor; Arte, Educação Musical e a Formação do Pedagogo; Mundo do Trabalho, Música e Cultura no Capitalismo Tardio. É professora associada da Universidade Federal Fluminense, lotada no Instituto de Educação de Angra dos Reis, e membro permanente do Programa de Pós Graduação em Música da UNIRIO (PPGM) e do Programa de Mestrado Profissional em Ensino das Práticas Musicais da UNIRIO (PROEMUS). É lider do Grupo de Estudos em Cultura, Trabalho e Educação (GECULTE) e autora dos livros O Músico-Professor (2002), Eis aí a Lapa...: processos e relações de trabalho do músico nas casas de shows da Lapa (2010) e Trabalho, Música e Gênero (2019). Em 2018-2019 fez estágio de pós-doutorado junto ao Laboratório de Etnomusicologia da UFRJ. É membro da diretoria do Sindicato dos Músicos do Estado do Rio de Janeiro, como Diretora do Trabalho, na gestão 2015-2018 e 2019-2022.

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Publicado

2026-07-29

Como Citar

REQUIÃO, Luciana. QUANTO VALE UMA CERVEJA? TRABALHO E VALOR NA MÚSICA AO VIVO NO RIO DE JANEIRO DOS ANOS 1970. Revista Trabalho Necessário, [S. l.], v. 24, n. 54, p. 01–20, 2026. DOI: 10.22409/tn.24i54.70781. Disponível em: https://periodicos.uff.br/trabalhonecessario/article/view/70781. Acesso em: 4 ago. 2026.