EDUCAÇÃO PARA TODOS E REPRODUÇÃO DO CAPITAL
DOI:
https://doi.org/10.22409/tn.7i9.p6097Resumen
O artigo busca inserir-se no debate educacional crítico, situando o Projeto de Educação para Todos no contexto do capitalismo contemporâneo. Nesse sentido, destaca os princípios e diretrizes que vêm balizando os documentos resultantes das conferências e fóruns mundiais de Educação Para Todos, examinando especificamente a Declaração de Jomtien (1990), a Declaração de Nova Delhi (1993) e o Marco de Ação de Dakar (2000). Para proceder-se à análise de tais documentos, tomou-se a educação na perspectiva ontohistórica; efetuando-se, outrossim, a crítica marxista ao sistema metabólico do capital e suas demandas no campo educacional, às quais, hodiernamente, a panacéia em torno da Educação Para Todos busca responder. O estudo reafirma a minimização do atual projeto de universalização do ensino básico, centrado numa ampla reforma da educação, dirigida, em última análise, aos interesses do mercado e à boa governança a bem da reprodução do capital, diante de sua crise estrutural (Mészáros). Avesso, por conseguinte, aos princípios de uma educação fundada no acesso universal ao conhecimento historicamente produzido pela humanidade.Descargas
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Publicado
2009-12-15
Número
Sección
Artigos do Número Temático
Cómo citar
RABELO, Jackline; SEGUNDO, Maria das Dores Mendes; JIMENEZ, Susana. EDUCAÇÃO PARA TODOS E REPRODUÇÃO DO CAPITAL. Revista Trabalho Necessário, [S. l.], v. 7, n. 9, 2009. DOI: 10.22409/tn.7i9.p6097. Disponível em: https://periodicos.uff.br/trabalhonecessario/article/view/6097. Acesso em: 30 mar. 2026.

