O cinema e seus territórios: cidades e corpos
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Resumo
A relação entre a câmera e os corpos dos atores/personagens em filmes de Cláudio Assis (Amarelo Manga, 2002, A Febre do Rato, 2011), será um dos focos centrais desse trabalho onde a interface entre esses dois elementos confere ao diretor uma estética própria e, inconfundível, que soma os corpos e a cidade onde eles se inserem. Buscaremos refletir o estado de degradação de seus personagens (marcado nos corpos sob diversos aspectos) como também suas desintegrações sociais levadas, tanto uma como a outra, ao limite mais criativo do diretor, que será, a luz do conceito de “obscenidade” de Jean Baudrillard, analisado. Em tal conceito se configuram o avesso da cena, o avesso do espetáculo e o avesso do jogo de sedução. Ainda no contexto estabeleceremos as intrínsecas relações do espaço físico (cidade) com o espaço afetivo da memória e da representação que é pontuado através desse cinema, de certa forma marginal, onde algumas vezes o espaço da cidade é reflexo, outras vezes ele é ruína e outras ainda representação simbólica de algo afetivo ou mesmo político capaz de construir correspondências, física e social entre as mais diversas periferias do país e que adquirem sentido umas em relação às outras.
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