A obra-processo Nhemongueta Kunhã Mbaraete (2019), como testemunho da prática coletiva de mulheres cineastas

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Maíra Tristão Nogueira

Resumo

Neste trabalho, analisamos a obra-processo Nhemongueta Kunhã Mbaraete (2019), realizada pelas cineastas indígenas Michele Kaiowá, Graciela Guarani, Patrícia Ferreira Pará Yxapy e pela não indígena Sophia Pinheiro. Refletimos sobre a resistência coletiva das cineastas indígenas como testemunho vivo de uma história ancestral marcada por violências. Abordamos a importância e as problemáticas da categoria “cinema indígena, considerando a presença dessas cineastas como uma possibilidade de registro e ressignificação dos conhecimentos ancestrais dos povos originários, especialmente diante da perda de saberes e arquivos decorrente do genocídio colonial. Nhemongueta consiste no compartilhamento de vídeo-cartas, e nossa análise centra-se na segunda conversa, explorando a relação entre corpo-território como memória e a presença do gesto no ato de filmar. Por meio desse compartilhamento, as cineastas transformam sua cultura em imagem, fazendo do cinema um testemunho de seus corpos presentes no cotidiano e na construção do real.

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Dossiê - Artigos

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A obra-processo Nhemongueta Kunhã Mbaraete (2019), como testemunho da prática coletiva de mulheres cineastas. A Barca, [S. l.], v. 3, n. 2, p. 62–81, 2026. DOI: 10.22409/pk3yb633. Disponível em: https://periodicos.uff.br/abarca/article/view/67001. Acesso em: 26 fev. 2026.

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