EXPERIÊNCIAS E APROXIMAÇÕES TEÓRICO-PRÁTICAS DE MULHERES QUILOMBOLAS DA AMAZÔNIA PARAENSE COM O ECOFEMINISMO
DOI:
https://doi.org/10.22409/tn.v20i43.54704Resumo
Expomos neste artigo, a partir de achados de uma pesquisa de mestrado concluída e pesquisas em andamento, a relação entre mulheres quilombolas, natureza e sociedade como processo de aproximação entre teoria e práxis interseccional ecofeminista na Amazônia Paraense. Ancoradas na abordagem qualitativa de enfoque materialista histórico-dialético, analisamos observações, anotações de campo e entrevistas semiestruturadas. As aproximações são apontadas em experiências de luta cotidiana ao realizarem ações contra as investidas de privatizações dos rios, florestas e animais, operadas pelo capitalismo.
Palavras-chave: Mulheres quilombolas; Experiência; Natureza-território; Interseccionalidade; Ecofeminismo.
Downloads
Referências
AGUILAR, R. G.; TRUJILLO, M. L. N. Producir lo común para sostener y transformar la vida: algunas reflexiones desde la clave de la interdependência. Revista Confluências, v.21, nº 2, Niterói, 2019.
ALMEIDA, C. P. Sementes crioulas, da ancestralidade para a atualidade: o protagonismo dos saberes tradicionais do povo quilombola de Lagoa do Peixe. In: DEALDINA, S. S. (org.). Mulheres Quilombolas: territórios de existências negras femininas. São Paulo: Sueli Carneiro: Jandaíra, 2020.
ANDRADE, S. M S.; FERNANDES, A. C. A. “Eu sempre fui atrevida”: alguns movimentos de uma filha de Xangô na luta quilombola. In: DEALDINA, S. S. (org.). Mulheres Quilombolas: territórios de existências negras femininas. São Paulo: Sueli Carneiro, Jandaíra, 2020.
AKOTIRENE, C. Interseccionalidade. São Paulo: Sueli Carneiro, Pólen, 2019.
BRASIL. Convenção n° 169. Sobre povos indígenas e tribais e resolução referente à ação da OIT / Organização Internacional do Trabalho. Brasília: OIT, 2011.1 v.
______. Decreto nº. 6.040, de 07 de fevereiro de 2007. Institui a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais. Brasília, 2007. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/civil_03/-ato2007-2010/2007/decreto/d6040.htm. Acesso em 16 de agosto de 2021.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. População do Nordeste Paraense: Regiões e Mesorregiões. Brasília, 2016. Disponível em: https://www.ibge.gov.br
CRENSHAW, K.. “Demarginalizing the Intersection of Race and Sex: A Black Feminist Critique of Antidiscrimination Doctrine, Feminist Theory and Antiracist Politics”. University of Chicago Legal Forum, nº 1, 1989. Disponível em: https://chicagounbound.uchicago.edu/cgi/viewcontent.cgi? article=1052&context=uclf. Acesso em 01 de maio 2022.
COSTA, M. G. Conhecimento e luta política das mulheres no movimento agroecológico: diálogos ecofeministas e descoloniais. In: ROSENDO, D. (Org.). Ecofeminismos: fundamentos teóricos e práxis interseccionais. Rio de Janeiro: Ape’Ku, 2019.
CUT. Os impactos socioambientais da Hidrovia Araguaia-Tocantins. Cartilha. Central Única dos e das Trabalhadoras/Pará, 2019.
DEALDINA, S. S. Mulheres Quilombolas: defendendo o território combatendo o racismo e despatriarcalizando a política. In: DEALDINA, S. S. (org.). Mulheres Quilombolas: territórios de existências negras femininas. São Paulo: Sueli Carneiro, Jandaíra, 2020.
DIAS, V. F. Eu Kalunga: Pluralismo jurídico e proteção da identidade étnica e cultural quilombola. In: DEALDINA, S. S. (org.). Mulheres Quilombolas: territórios de existências negras femininas. São Paulo: Sueli Carneiro, Jandaíra, 2020.
EVANGELISTA, O; E. SHIROMA. O caráter histórico da pesquisa em educação. Revista de Estudios Teóricos y Epistemológicos en Política Educativa, v. 4, 2019. Disponible en: https://www.revistas2.uepg.br/index.php/retepe
GOMES, N. L. Ser Mulher Quilombola. In: DEALDINA, S. S. (org.). Mulheres Quilombolas: territórios de existências negras femininas. São Paulo: Sueli Carneiro, Jandaíra, 2020.
GONZALEZ, L. Racismo e sexismo na cultura brasileira. Revista Ciências Sociais Hoje, 1984.
GONZALEZ, L. A categoria político-cultural de amefricanidade. Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, nº 92/93, jan./jun. 1988.
GONZALEZ, L. Por um feminismo afrolatino-americano. Caderno de Formação Política do Círculo Palmarino, nº 1, 2011. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br
KHEEL, M. A contribuição do ecofeminismo para a ética animal. In: ROSENDO, D. (Org.). Ecofeminismos: fundamentos teóricos e práxis interseccionais. Rio de Janeiro: Ape’Ku, 2019.
LIMA, J. G. S. ECOssocialismo ou barbárie? Apontamentos em tempos de pandemia. In: La revista de la Pátria Grande – Nueva America: Cuidar la vida y la casa Común, nº 166, abr-jun, 2020.
LOUREIRO, I. Rosa Luxemburgo: os dilemas da ação revolucionária. 3ª. ed. São Paulo: Editora Unesp, 2019.
LOUREIRO, I (org.). Rosa Luxemburgo e o protagonismo da lutas de massas. 1ª. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2018.
LUXEMBURGO, R. A Revolução Russa (1918). In: LOUREIRO, Isabel. (org.). Rosa Luxemburgo e o protagonismo das lutas de massas. 1ª. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2018.
MAGALHÃES, L. D. R.; TIRIBA, L.. Experiência: o termo ausente? Sobre história, memória, trabalho e educação. Uberlândia, MG: Navegando Publicações, 2018.
MARIN, R. E. A.; CASTRO, E. M. R. No caminho de Pedras de Abacatal: experiência social de grupos negros no Pará. Belém: NAEA/UFPA, 2ª. ed. 2004. (1ª. ed. 1999).
MIES, M.; SHIVA, V. Ecofeminismo. Lisboa: Instituto Piaget, 1993.
MINAYO, M. C. de S. (org.). Pesquisa Social: Teoria, método e criatividade. Petrópolis, RJ: Vozes, 2016.
MIRANDA, E. R. S. Dos mutirões aos pimentais: a (re)construção das Identidades na contradição Trabalho-Capital, em comunidade quilombola no nordeste paraense. 2019. 225f. Dissertação (Mestrado em Educação e Cultura) - UFPA, Cametá.
MIRANDA, E. R. S; RODRIGUES, Doriedson S. “Outros” coletivos femininos: Lutas e Resistências que formam mulheres quilombolas na Amazônia. Rev. Diálogo Educ., Curitiba, vº 20, n. 67, out./dez. 2020.
PASSOS, R. M. Entrevista: Como o racismo ambiental afeta a vida das pessoas negras e indígenas. Concedida ao site Conectadas. Disponível em: https://www.conectas.org/noticias/entrevista-como-o-racismo-ambiental-afeta-a-vida-das-pessoas-negras-e-indigenas/
PINTO, B. C. M. Memória, oralidade, danças, cantorias e rituais em um povoado amazônico. Cametá, PA: BCMP, 2007.
PINTO, B. C. M. Filhas das matas: práticas e saberes de mulheres quilombolas na Amazônia Tocantina. Belém: Açaí, 2010.
RIBEIRO, D. Pequeno Manuel Antirracista. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
SANTOS, V. P. Quilombo Pau D’arco e Parateca: quando as vozes negras se (re)envolvem na construção de caminhos para a participação coletiva. In: DEALDINA, S. S. (org.). Mulheres Quilombolas: territórios de existências negras femininas. São Paulo: Sueli Carneiro, Jandaíra, 2020.
SILVA, G. M. Mulheres quilombolas: afirmando o território na luta, resistência e insurgência negra feminina. In: DEALDINA, S. S. (org.). Mulheres Quilombolas: territórios de existências negras femininas. São Paulo: Sueli Carneiro, Jandaíra, 2020.
SHIVA, V. Monoculturas da mente: perspectivas da biodiversidade e da biotecnologia. Tradução: Dinah de Abreu Azevedo. São Paulo: Editora Gaia, 2003.
TIRIBA, L.; SOUZA, W. K. A. Culturas do Trabalho, Educação e Produção da Existência: Entre Quilombolas, Castanheiros e Seringueiros. In: LORIS, A. A. R.; NETO, V. J. Fronteiras do Desenvolvimento na Amazônia: Agroculturas, Histórias Contestadas, Novas Alteridades. Appris: Curitiba, 2021.
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2022 Revista Trabalho Necessário

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

