Acessibilidade de deficientes auditivos na atenção primária: uma reflexão sociocultural sob o olhar da enfermagem

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22409/resa2021.v14i3.a50725

Palavras-chave:

enfermagem, deficiente auditivo, atenção primária , comunicação

Resumo

Segundo o levantamento realizado pelo IBGE em 2010, no Brasil, há cerca de 2 milhões de pessoas que possuem problemas auditivos severos, e 344,2 mil pessoas são surdas. Portanto objetivou-se com esse estudo promover uma reflexão para avaliar o nível de acessibilidade disponibilizada no atendimento de pessoas com deficiência auditiva na atenção primária à saúde. Optou-se por um estudo com coleta de dados realizada a partir de um levantamento bibliográfico aliado à experiência vivenciada pelos autores na realização de uma revisão sistemática. Com os resultados encontrados a partir da reflexão realizada nos artigos selecionados, pudemos listar quatro pontos em comuns entre eles, na qual se destacam as Políticas Públicas que auxiliam na acessibilidade, são eles: Obstáculos na comunicação entre o profissional e o deficiente auditivo, Políticas públicas que auxiliam na acessibilidade, Desafios históricos e socioculturais encontrados na vivência do deficiente auditivo e Visão da equipe multiprofissional frente ao acolhimento e acessibilidade. Considerando esses aspectos, ficou nítido que o atendimento ao deficiente auditivo possui vários empecilhos sociais e culturais, e que o enfermeiro possui papel fundamental na prevenção e promoção da saúde desse grupo.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Brenda da Silva França, Universidade de Vassouras

Acadêmica de Enfermagem. Integrante do Núcleo de Pesquisa Trabalho, Meio Ambiente, Arte e Emoções em saúde (Nupetmae-CNPq). Aluna de Iniciação Científica-IC. Universidade de Vassouras. RJ, Brasil

Victória Ribeiro Teles, Universidade de Vassouras

Acadêmica de Enfermagem. Integrante do Núcleo de Pesquisa Trabalho, Meio Ambiente, Arte e Emoções em saúde (Nupetmae-CNPq). Aluna de Iniciação Científica-IC. Universidade de Vassouras. RJ, Brasil.

Taís Souza Rabelo, Universidade de Vassouras

Acadêmica de Enfermagem. Integrante do Núcleo de Pesquisa Trabalho, Meio Ambiente, Arte e Emoções em saúde (Nupetmae-CNPq). Aluna de Iniciação Científica-IC. Universidade de Vassouras. RJ, Brasil.

Paulo Ricardo dos Santos Pinheiro, Universidade de Vassouras

Acadêmico de Enfermagem. Integrante do Núcleo de Pesquisa Trabalho, Meio Ambiente, Arte e Emoções em saúde (Nupetmae-CNPq). Aluno de Iniciação Científica-IC. Universidade de Vassouras – Campus Maricá. RJ, Brasil. 

Gabriel Maranduba Littleton Lage, Universidade de Vassouras

Acadêmico de Enfermagem. Integrante do Núcleo de Pesquisa Trabalho, Meio Ambiente, Arte e Emoções em saúde (Nupetmae-CNPq). Aluno de Iniciação Científica-IC. Universidade de Vassouras. RJ, Brasil. 

Márcia Cristina Moccellin, Universidade Federal Fluminense/MPES

Psicóloga. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem – Mestrado Profissional Ensino na Saúde: Formação docente interdisciplinar para o SUS da Universidade Federal Fluminense – MPES/UFF. Integrante do Núcleo de Pesquisa Trabalho, Meio Ambiente, Arte e Emoções em saúde (Nupetmae-CNPq). RJ, Brasil.

Marilei de Melo Tavares, Universidade Federal Fluminense-MPES/Universidade de Vassouras

Psicóloga. Pós-doutorado pela UERJ. Docente permanente do Programa de Pós-graduação em Enfermagem - Mestrado Profissional Ensino na Saúde: Formação docente interdisciplinar para o SUS da Universidade Federal Fluminense - UFF. Líder do Núcleo de Pesquisa Trabalho, Meio Ambiente, Arte e Emoções em saúde (Nupetmae-CNPq). Professora Adjunto do Curso de Enfermagem da Universidade de Vassouras. RJ, Brasil.

Referências

BAUMAN, Zygmunt. O mal-estar da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.

BEGROW, De Vit et al. A (in)visibilidade do surdo na atenção primária: relato de experiência. Revista Baiana de Saúde Pública, v. 42, n. 4, p. 753-762, 2018.

BRASIL. Diretrizes para organização da rede de atenção à saúde do SUS, Ministério da Saúde. Ministério da Saúde, 2010. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2010/anexos/anexos_prt4279_30_12_2010.pdfAcesso em: 23 abr. 2021.

BRASIL. Estatísticas de Gênero. IBGE, 2010. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/apps/snig/v1/?loc=0&cat=-1,-2,-3,128&ind=4643 Acesso em: 23 abr. 2021.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Manual instrutivo do Pmaq para as equipes de Atenção Básica (Saúde da Família, Saúde Bucal e Equipes Parametrizadas) e Nasf / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 2. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2015. Disponível em https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_instrutivo_pmaq_atencao_basica.pdf. Acesso em 23 abr. 2021.

BRASIL. Oficina Nacional de Planejamento no âmbito do SUS. Ministério da Saúde, 2014. Disponível em: https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2014/novembro/14/redes.pdf Acesso em: 23 de abril de 2021.

BRASIL. Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ). Ministério da Saúde. Disponível em: https://aps.saude.gov.br/ape/pmaq#:~:text=Programa%20Nacional%20de%20Melhoria%20do,oferecidos%20aos%20cidad%C3%A3os%20do%20territ%C3%B3rio Acesso em: 23 abr. 2021.

BRASIL. SMS alerta para cuidados com a audição. Prefeitura de São Paulo, 2018. Disponível em: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/noticias/?p=267061. Acesso em: 23 abr. 2021.

CARLOS, Heloá Caramuru; MARIANI, Ruth; GOMES, Suzete Araújo de Oliveira Atividade lúdica sobre parasitose intestinal para surdos e deficientes auditivos. Ensino, Saude e Ambiente, v. 12, n. 1, p. 34-57, 2019. https://doi.org/10.22409/resa2019.v12i1.a21633

FUENTES, Pedro Simón Cayuela; BRAVO, María del Mar Pastor; GUILLÉN, María de los Ángeles Conesa. Calidad asistencial percibida y satisfacción de las personas sordas con la atención primaria de un Área de Salud de la Región de Murcia. Enfermería Global, v. 18, n. 54, p. 303-322, 2019. http://dx.doi.org/10.6018/eglobal.18.2.344761

CONDESSA, Aline Macarevich; GIORDANI, Jessye Melgarejo do Amaral ; NEVES, Matheus; HUGO, Fernando Neves; HILGERT, Juliana Balbinot. Barreiras e facilitadores à comunicação no atendimento de pessoas com deficiência sensorial na atenção primária à saúde: estudo multinível. Revista Brasileira de Epidemiologia, v. 23, p. 1-14, 2020. https://doi.org/10.1590/1980-549720200074

CUNHA, Raiane Pereira Silva; PEREIRA, Mayara Candida; OLIVEIRA, Maria Liz Cunha de. Enfermagem e os cuidados com pacientes surdos no âmbito hospitalar. Revista de Divulgação Científica Sena Aires, v. 8, n. 3, p. 367-377, 2019. https://doi.org/10.36239/revisa.v8.n3.p367a377

MUNGUBA, Marilena Calderaro; VIEIRA, Ana Cléa Veras Camurça; PORTO, Chrystiane Maria Veras. Da invisibilidade à participação social: promoção da saúde em pessoas com deficiência. Revista Brasileira em Promoção da Saúde, v. 28, n. 4, p. 463-465, 2015. https://doi.org/10.5020/18061230.2015.p463

DE FRANÇA, Eurípedes Gil et al. Dificuldades de profissionais na atenção à saúde da pessoa com surdez severa. Ciencia y Enfermería, v. 22, n. 3, p. 107-116, 2016. Disponível em https://scielo.conicyt.cl/pdf/cienf/v22n3/0717-9553-cienf-22-03-00107.pdf Acesso em: 23 de abril de 2021.

IANNI, Aurea; PEREIRA, Patrícia Cristina Andrade. Acesso da comunidade surda à rede básica de saúde. Saúde e Sociedade, v. 18, p. 89-92, 2009. https://doi.org/10.1590/S0104-12902009000600015

MACAREVICH, Aline Macarevichet al. Barreiras e facilitadores à comunicação no atendimento de pessoas com deficiência sensorial na atenção primária à saúde: estudo multinível. Revista brasileira de epidemiologia. São Paulo. Vol. 23 (maio 2020), p. 1-14, E200074, 2020. https://doi.org/10.1590/1980-549720200074

MAIA, Evanira Rodrigues; PAGLIUCA, Lorita Marlena Freitag; ALMEIDA, Paulo César de. Aprendizagem do agente comunitário de saúde para identificar e cadastrar pessoas com deficiência. Acta Paulista de Enfermagem, v. 27, n. 4, p. 326-332, 2014. https://doi.org/10.1590/1982-0194201400055

RODRIGUES, Silvia Cristina Martini.; DAMIÃO, Gardênia Costa. Ambiente virtual: auxílio ao atendimento de enfermagem para surdos com base no protocolo de atenção básica. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 48, n. 4, p. 731-738, 2014. https://doi.org/10.1590/S0080-623420140000400022

SANTOS, Alane Santana.; PORTES, Arlindo José Freire. Percepções de sujeitos surdos sobre a comunicação na Atenção Básica à Saúde. Rev. Latino-Am. Enfermagem; 27:e3127, 2019. https://doi.org/10.1590/1518-8345.2612.3127

BRAGA, Cristiane Giffoni; SILVA, José Vitor. Teorias de enfermagem. São Paulo: Iatria, 2011.

SOARES, Imaculada Pereira et al. Como eu falo com você? A comunicação do enfermeiro com o usuário surdo Revista Baiana de Enfermagem, v. 32, p. 1-8, 2018. Disponível em: https://periodicos.ufba.br/index.php/enfermagem/article/view/25978. Acesso em: 23 abr. 2021.

Downloads

Publicado

2022-05-22

Como Citar

França, B. da S., Teles, V. R., Rabelo, T. S. ., Pinheiro, P. R. dos S., Lage, G. M. L. ., Moccellin, M. C., & Tavares, M. de M. . (2022). Acessibilidade de deficientes auditivos na atenção primária: uma reflexão sociocultural sob o olhar da enfermagem. Ensino, Saude E Ambiente, 14(3), 995-1007. https://doi.org/10.22409/resa2021.v14i3.a50725

Edição

Seção

Artigos