BRINCAR, SORRIR, LUTAR POR REFORMA AGRÁRIA POPULAR: A EXPERIÊNCIA DE AUTO-ORGANIZAÇÃO DAS CRIANÇAS SEM-TERRINHA DO MST/RS.

Vanessa Gonçalves Dias, Dynara Martinez Silveira, Daniel do Nascimento

Resumo


O presente artigo apresenta a experiência realizada com crianças de 03 a 12 anos de idade do Movimento dos Trabalhadores Rurais (MST) no Rio Grande do Sul (RS), investigando as formas de participação e de auto-organização das crianças Sem-Terra no Encontro Regional das Crianças Sem-Terrinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre no ano de 2017. O estudo fundamentou-se no materialismo histórico dialético (TRIVIÑOS, 1987; VÁZQUEZ, 2007). Como resultados apontamos que a auto-organização e a participação das crianças têm protagonizado novas estratégias educativas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, quando articula a experiência do brincar com as lutas sociais em defesa da Reforma Agrária Popular e da Educação do Campo. 

Palavras-chave


Infância; MST; Auto-organização; Sem Terrinha; Movimentos Sociais

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DOI: https://doi.org/10.22409/tn.17i34.p38046

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