Cinema como território ocupar, disputar e viver (uma imagem)
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Resumo
Este ensaio parte de experiências antropológicas com Comunidades Remanescentes de Quilombo para evidenciar o cinema como território de disputa da e pela imagem enquanto invenção na imanência. A partir de uma narrativa descritiva de pesquisas e curtas-metragens produzidos em quilombos, propõe-se uma reflexão em três seções que problematizam o cinema como modo de (con)fundir imagem e vida, para além da representação e da espetacularização. Tensionando a pergunta sobre o que pode o cinema para e nas comunidades quilombolas, o texto assume o audiovisual como espaço de enunciação, criação e reexistência, onde ancestralidade, corpo e território se entrelaçam, instaurando uma disgrafia na ortografia cinematográfica: a imagem deixa de capturar a realidade para se tornar espaço e lugar habitados como coetaneidade da vida.
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