ENSINO DE QUÍMICA PARA SURDOS: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22409/resa2020.v13i1.a28414

Resumo

Alunos surdos, professores e intérpretes de Libras têm enfrentado muitos obstáculos na comunicação dentro de sala de aula, em especial quando se trata de algumas Ciências, como a Química. A carência de sinais específicos e materiais didáticos, entre outros fatores, são os grandes responsáveis pelas dificuldades no processo de ensino-aprendizagem dessa Ciência para o discente surdo. Diante deste cenário, o presente artigo objetiva examinar as dificuldades existentes e as propostas que têm sido desenvolvidas a fim de minimizá-las, através de uma pesquisa bibliográfica em 9 periódicos e anais de 5 eventos nacionais na área de Ensino de Ciências e Química, disponíveis on-line, referentes aos anos de 2010 a 2018, utilizando para a busca os descritores: ‘surdez’, ‘surdo’, ‘libras’, ‘inclusão’, ‘inclusiva’ e ‘deficiência auditiva’. A análise dos trabalhos e artigos permitiu constatar que as pesquisas na área são recentes e escassas, uma vez que foram encontrados apenas 15 artigos tratando de assuntos educacionais voltados para Ensino de Química e surdez e que dos 14.153 trabalhos encontrados na busca feita nos anais dos eventos científicos, apenas 143 eram voltados para a temática. Além das dificuldades já citadas, foi observada uma necessidade de reorganização dos cursos de formação de professores, bem como do desenvolvimento de pesquisas com objetivo de criar novas metodologias e estratégias de ensino, em especial, aquelas voltadas para a criação de sinais. 

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Biografia do Autor

Caroline Teixeira Guedes, Universidade Federal Fluminense

Licenciada e Bacharel em Química pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Niterói, Rio de Janeiro (2017/2019). Atualmente é aluna de Mestrado no Laboratório de Fotoquímica Molecular da UFF, sob orientação do Prof. Dr. Fabio Miranda, na área de Química Inorgânica e Fotoquímica Molecular. 

Eluzir Pedrazzi Chacon, Universidade Federal Fluminense

Possui graduação em Licenciatura em Química (1985), em Bacharelado em Química (1985) e em Química Industrial (1987) pela Universidade Federal Fluminense, mestrado em Geociências (1990) e doutorado em Química Orgânica pela Universidade Federal Fluminense (2007). É professora Titular da Universidade Federal Fluminense, exercendo suas atividades didático-pedagógicas no Departamento de Química Inorgânica e na Pós-graduação em Ensino de Ciências da Natureza (Mestrado Profissional).

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Publicado

2020-05-25

Edição

Seção

Artigos