COMUNIDADES FORTES: UMA QUESTÃO DE CLASSE, RAÇA E ETNIA PARA A AFIRMAÇÃO DE MODOS DE VIDA EM RONDÔNIA, NA AMAZÔNIA BRASILEIRA.
DOI:
https://doi.org/10.22409/tn.v23i50.66179Resumo
A luta por acesso à terra é parte vital da luta por direitos da classe trabalhadora. Na Amazônia, essa luta se mostra extremamente dura, afinal, o empresariado capitalista quer dominar esta que é a maior floresta tropical do mundo. E essas tentativas de dominação são sempre feitas com violência. Constantemente, terras indígenas, reservas extrativistas, reservas naturais e florestas nacionais (todas sobre a proteção da União) são ameaçadas, invadidas e exploradas por pessoas que não tem direito a essas áreas. Nessas invasões, tentam expulsar as pessoas que vivem nos territórios. Como principais operadores da violência estão agentes privados que se designam fazendeiros, agromilícias e grupos de pistoleiros que atuam sob encomenda. Para combater a violência e manter povos e comunidades tradicionais e camponeses em seus lugares é necessário fortalecer os modos de vida. Com o intuito de fortalecer os modos de vida, o Instituto Federal de Rondônia desenvolve o projeto Comunidades Fortes, que articula pesquisa, extensão e desenvolvimento científico-tecnológico. O objetivo é analisar, fomentar e ampliar os circuitos produtivos das comunidades, tendo em vista a possibilidade de agregar valor aos produtos. O apoio inclui a realização de cursos, oficinas, assistência especializada e a compra de equipamentos. Tais ações tem a intenção de manter os modos de vida e os povos tradicionais em seus territórios e, por consequência, manter a floresta em pé. Neste ensaio apresentamos imagens e comentários sobre as ações nas comunidades.
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Referências
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