A recomposição em Homem Comum, de Carlos Nader

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Ciro Lubliner
https://orcid.org/0000-0001-9056-7999

Resumo

Este artigo analisa o documentário Homem Comum (2015), de Carlos Nader, a partir da perspectiva de que se trata de uma obra que opera uma série de recomposições. A mais explícita delas se concentra na apropriação realizada por meio do uso de cenas do filme A Palavra (Ordet), de 1955, do cineasta dinamarquês Carl Theodor Dreyer. Abordaremos também outros tipos de reinvenção produzidas pelo cineasta brasileiro, em um elemento crucial do fazer documentário – a entrevista/o encontro –; em uma relação com a pintura, na composição cinematográfica criadora de trípticos; e, finalmente, pela própria autorrecomposição do projeto inicial que resultou no documentário. Como aporte teórico, faremos valer o pensamento de filósofos como Gilles Deleuze, Baruch de Spinoza e Friedrich Nietzsche, além de outros autores como Jonathan Crary e Paul Zumthor.

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Biografia do Autor

Ciro Lubliner, Universidade de São Paulo/Pós-doutorando

Artista, pesquisador e tradutor. Doutor em Comunicação e Cultura pela UFRJ, mestre em Literatura Comparada pela USP e bacharel em Imagem e Som pela UFSCar. Atualmente realiza um pós-doutorado na USP, com estágio na Universidade Paris X (Paris-Nanterre), e apoio da Fapesp (processo nº 2020/08504-1).

Como Citar

A recomposição em Homem Comum, de Carlos Nader. A Barca, [S. l.], v. 4, n. 1, 2026. DOI: 10.22409/z9xp3s89. Disponível em: https://periodicos.uff.br/abarca/article/view/67028. Acesso em: 25 ago. 2026.

Referências

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