A recomposição em Homem Comum, de Carlos Nader
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Resumo
Este artigo analisa o documentário Homem Comum (2015), de Carlos Nader, a partir da perspectiva de que se trata de uma obra que opera uma série de recomposições. A mais explícita delas se concentra na apropriação realizada por meio do uso de cenas do filme A Palavra (Ordet), de 1955, do cineasta dinamarquês Carl Theodor Dreyer. Abordaremos também outros tipos de reinvenção produzidas pelo cineasta brasileiro, em um elemento crucial do fazer documentário – a entrevista/o encontro –; em uma relação com a pintura, na composição cinematográfica criadora de trípticos; e, finalmente, pela própria autorrecomposição do projeto inicial que resultou no documentário. Como aporte teórico, faremos valer o pensamento de filósofos como Gilles Deleuze, Baruch de Spinoza e Friedrich Nietzsche, além de outros autores como Jonathan Crary e Paul Zumthor.
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