Perspectivas históricas e novos olhares para o FSA discursos e práticas políticas
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Resumo
O cinema brasileiro está inscrito em um processo de continuidades e rupturas políticas, econômicas, simbólicas e sociais. Há um histórico pela busca da industrialização em quase todas as políticas institucionais para o setor no Brasil, com foco na produção. O Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) está inserido dentro de um projeto socioeconômico de país e de um novo conceito de cultura e política cultural. O FSA foi uma conquista política para o setor, disponibilizando um volume de recurso para projetos audiovisuais até então inéditos e ampliação do direito de fazer cinema no Brasil. Desta forma, a criação de um fundo setorial para o audiovisual faz parte de um “semi-reformismo” e provocou rasuras e deslocamentos importantes nas imagens, sons, narrativas, imaginários e disputas sobre a direcionalidade da política pública para o cinema; , mas também perpetuou o foco em um certo modelo de industrialização. Este artigo irá analisar, a partir de uma perspectiva histórica, os avanços, transformações, ausências e contradições da criação do FSA e pensar criticamente os rumos, limites e possibilidades do fundo setorial a partir de novos paradigmas do cinema e audiovisual no Brasil.
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