Sobre a Revista

A revista Cadernos de Letras da UFF aceita artigos inéditos que contribuam para o debate nas áreas de Letras e Linguística. Além de artigos e resenhas de obras relevantes para a área, aceitam-se traduções de ensaios de reconhecida importância. Trabalhos redigidos em espanhol, francês ou inglês poderão ser recebidos para avaliação. Nesse caso, o primeiro resumo deverá ser obrigatoriamente em português.
ISSN: 2447-4207

Notícias

Número 65 - Letras brasileiras em tradução - Submissão até maio de 2022

2022-02-08

O número 65 dos Cadernos de Letras da UFF, organizado por Carolina Paganine (UFF) e Pablo Cardellino Soto (UnB), convida pesquisadores a encaminhar artigos que proponham reflexões críticas sobre textos brasileiros em tradução. Serão bem-vindos artigos que abordem tanto a tradução de textos literários como de outras áreas da produção intelectual brasileira, como a tradução de obras teóricas e científicas, entre outras. Nesse sentido, espera-se que os artigos contribuam para o debate de questões tradutórias de natureza textual, paratextual, historiográfica, cultural, linguística, em abordagens descritivas ou prescritivas, investigando o status, os desafios e o panorama da produção de textos brasileiros tal como revelado por meio de sua tradução, publicação e edição em outras línguas.

 

Submissão: Dez-2021/ maio-2022

Publicação: Dez-2022

Saiba mais sobre Número 65 - Letras brasileiras em tradução - Submissão até maio de 2022

Edição Atual

v. 32 n. 63 (2021): O bem e o mal no espelho da literatura latino-americana
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Frente ao fascínio exercido pelo bem e pelo mal, a literatura posicionou-se desempenhando um papel chave tanto nas formas de sua representação e imaginação quanto na busca de suas origens e das relações entre um e outro. Certamente pode observar-se historicamente quando o pêndulo inclina-se para o campo do mal. Na Antiguidade surge o poeta vates refletido no Phaidros de Platão, que em um ato de alienação programática se converterá na imagem do poeta representado pelo diabo. Partindo da hipótese de que o mal funciona desde o fim do século XVIII como objeto demonstrativo para criar suspense incluindo o efeito assustador como sinal para chamar a atenção, além de gerar sensação ou estímulo, enfocamos o discurso literário latino-americano desde A hora de estrela (1977) de Clarice Lispector a Roberto Bolaño, até a novíssima safra próxima de 2020. Na América Latina o género literário predestinado para tratar do mal - o romance policial – não tinha peso até que Jorge Luis Borges e Adolfo Bioy Casares prepararam a coleção Los mejores cuentos policiales para a editora argentina Emecé e Bioy Casares publicou La invención de Morel (1973). Abertos a leituras e releituras de cunhos diferentes, desde a semiótica até a sintomática, propomos uma pergunta central de perspectiva dupla: O que separa o bem e o mal no espelho da literatura e no discurso literário? E frisamos a proposta do crítico literário romanista alemão Harald Weinrich sobre o que chamava ‘a love affair” entre linguagem e literatura. Sua hipótese: a linguagem sem a ‘cultura da linguagem” (Leibniz) tem algo de monstruoso”.

Publicado: 2021-12-16

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